25 junho 2011

Antes de começar... (64)


Livro:
One Day
Autor: David Nicholls
Editora: Hodder
Ano: 2009

"You can live your whole life not realising that what you're looking for is right in front of you.
15th July 1988. Emma and Dexter meet on the night of their graduation. Tomorrow they must go their separate ways.
So where will they be on this one day next year? And the year after that?
And every year that follows?"

24 junho 2011

SEM RUMO, Joshua Ferris


Romance, Casa das Letras
Imagine que, sem aviso prévio, perde o controlo do seu corpo. Em vez de estar à secretária a trabalhar, como era suposto, começa a andar, sem rumo. É isso que acontece a Tim, sem que os médicos consigam perceber o que se passa. Tim anda, anda e anda, independentemente de estar a nevar e ele estar apenas de T-shirt, e assim que pára, adormece em poucos segundos. Uma das cenas mais impressionantes é quando ele sente os dedos a separarem-se dos pés, dentro do sapato, depois de terem ficado congelados durante uma das caminhadas. Ele limita-se a pegar no dedo e deitá-lo no lixo. Arrepiante. O livro anda à volta desta estranha e única doença de Tim e das consequências para a família - a mulher já tem tudo a postos, mantendo uma mochila com tudo o que o marido possa precisar para entrar em contacto com ela quando finalmente as caminhadas acabam. É a luta entre saber o que está mal, a insistência de que não é algo psicológico, e o ter a noção, pouco a pouco, de que não há nada a fazer para reverter a situação.

14 junho 2011

Antes de começar... (63)


Livro:
Sem Rumo
Autor: Joshua Ferris
Editora: Casa das Letras
Ano: Março de

"Durante 20 anos de casamento, Tim e Jane Farnworth saborearam os frutos do trabalho dele como advogado de sucesso: vivem numa casa confortável, fazem férias em locais exóticos, não têm quaisquer preocupações financeiras. Tim venceu por duas vezes uma bizarra e inexplicável doença, mas tais episódios, embora não completamente esquecidos, fazem parte do passado. É então que a doença regressa, obrigando-o a comportar-se de uma forma assustadoramente nova. Tim é empurrado da sua confortável existência para uma vida que não reconhece, e isso vem pôr à prova a constância do amor de Jane. Até onde irá Tim para combater as incompreensíveis reacções do seu corpo, e o que arriscarão ambos para encontrar o caminho de volta um para o outro?
Ao mesmo tempo uma comovente história acerca da família e do casamento e uma reflexão sobre as invisíveis forças da natureza, Sem Rumo é um romance profundo e brilhante sobre a vida moderna, anseios antigos, o medo do desconhecido e daquilo que não podemos controlar e o poder das relações humanas."

13 junho 2011

O CLUBE DA EXTINÇÃO, Jeffrey Moore


Ficção contemporânea, Bertrand Editora
Para aqueles que têm o estômago fraco, podem esquecer este livro. As descrições das torturas e mortes de animais, como os ursos, não deixam ninguém indiferente. A história é a da amizade que se desenvolve entre a jovem Céleste e Nile, um norte-americano que foge para a aridez do Canadá para escapar a vários processos judiciais. Céleste, uma jovem sobredotada que recentemente perdeu a avó, foi vítima da vingança de caçadores furtivos, que em breve vão voltar a atacar. No final, estamos diante de uma verdadeira caçada, onde os animais selvagens já não têm qualquer lugar. A história é contada do ponto de vista de Nile, com fragmentos de uma espécie de diário de Céleste.

04 junho 2011

Antes de começar... (62)


Livro:
O Clube da Extinção
Autor: Jeffrey Moore
Editora: Bertrand Editora
Ano: Março de 2011

"Numa gélida noite de Novembro, no coração das montanhas, Nile ouve o barulho de alguma coisa a ser atirada ao chão. Dentro de um saco, encontra o corpo de uma adolescente, ensanguentada mas viva, e a paz que esperava encontrar na natureza desaparece. Num impulso, resolve tratar da rapariga e não tarda a envolver-se na luta desta para travar a acção dos caçadores que perseguem e matam os animais selvagens da região. O líder dos caçadores está prestes a sair da prisão e Céleste corre perigo de vida. Nile e Céleste, dois inadaptados cuja amizade se vai tornando cada vez mais forte, decidem dar a volta à situação e fazer dos caçadores presas.
O Clube da Extinção é uma história negra e cheia de humor, em que Nile e Céleste ensinam um ao outro lições de vida e morte, amor e perda."

Um livro que veio daqui

03 junho 2011

O ESPLENDOR DA VIDA, Sveva Casati Modignani


Romance, Porto Editora
Este não foi o primeiro livro da autora italiana que li, mas infelizmente nunca me passou pelas mãos o Desesperadamente Giulia, de que este livro é a continuação. Assim, não posso dizer que o tenha adorado. Ao contrário de outros livros de Sveva Casati Modignani, não temos o contar de uma história que nos leva ao passado, aos acontecimentos que pensávamos esquecidos mas que regressam para muda a nossa vida. Tudo isso deverá estar no primeiro volume. A verdade é que a autora quis voltar a uma personagem que tinha sido marcante para os seus fãs, mas não sei se essa é a melhor solução. Os leitores que como eu não conhecem o livro anterior, como eu, vão sentir-se perdidos no meio desta história, porque as personagem não estão tão desenvolvidas como deviam. Além disso, quando acabamos um destes livros queremos ficar com a ideia de "e viveram felizes para sempre". E se há necessidade de mais um livro acaba-se um bocadinho essa ideia.

28 maio 2011

Antes de começar... (61)


Livro: O Esplendor da Vida
Autor: Sveva Casati Modignani
Editora: Porto Editora
Ano: Setembro de 2010

"Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja. O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe. É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer... Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida.
Depois de Desesperadamente Giulia, Sveva Casati Modignani dá continuação à história de Giulia de Blasco, uma das personagens-chave mais emblemáticas de toda a sua obra."

27 maio 2011

OS DISSABORES DO VERDADEIRO POLÍCIA, Roberto Bolaño


Romance, Quetzal
A loucura por Bolaño tem sido tanta, que tinha muita curiosidade em ler este autor chileno. Mas quando olhava para o tamanho do 2666 só me apetecia fugir. Por sorte, este livro é muito mais pequeno. Desde o início que somos avisados que o título é um engano, porque o "verdadeiro polícia" somos nós, os leitores, e por isso serão nossos os "dissabores". Além disso, a obra não estava completa e aquilo que nos veio parar às mãos parte de uma análise ao material deixado por Bolaño. Logo, sabemos que não estamos a ler o livro que Bolaño queria que estivéssemos a ler - e por isso não estranhamos quando o livro acaba mas parece que devia continuar.
A obra tem momentos de génio - adoro, por exemplo, que num capítulo inicial o professor Amalfitano esteja a contar a sua vida sempre com a expressão "eu que…" e na última parte a sua biografia surja na terceira pessoa mas com as mesmas expressões. Em relação à forma, cada capítulo é completamente aleatório. Ora é um diálogo, ora é uma espécie de perguntas e respostas, ora é uma lista das poesias dadas numa aula... Além disso, há toda uma parte que é a recensão de livros de Arcimboldi - que nem sei se existiu ou não. O facto de a personagem principal dar aulas de literatura, ou melhor de poesia, acabou por trazer-me dificuldades. Só conheço alguns dos poetas que ele menciona no capítulo inicial (nem sei se todos são verdadeiros) e tive receio que não fosse compreender o livro. A verdade é que não percebo nada de poesia (lamento). Ultrapassando essa dificuldade, posso dizer que gostei do livro, mas não fiquei com vontade de ir a correr comprar o 2666.

21 maio 2011

Antes de começar... (60)


Livro: Os Dissabores do Verdadeiro Polícia
Autor: Roberto Bolaño
Editora: Quetzal
Ano: 2011

"Os Dissabores do Verdadeiro Polícia é um projecto que teve início em finais dos aos oitenta e que se prolongou até à morte do escritor. Numa carta de 1995, comenta: «Há anos que trabalho num romance que se intitula Os Dissabores do Verdadeiro Polícia e que é O MEU ROMANCE. O protagonista é um viúvo, cinquenta anos, professor universitário, filha de dezassete, que vai viver para Santa Teresa, cidade próxima da fronteira com os EUA. Oitocentas mil páginas, um enredo demecial (...)»
Se no romance moderno se quebrou a barreira entre ficção e realidade, entre invenção e ensaio, a contribuição de Bolaño vai por outro caminho para nos aproximar de uma escrita visionária, onírica, delirante, fragmentaa e poder-se-á até dizer que provisória. O que importa é a participação activa do leitor, simultânea ao acto da escrita. Bolaño deixou isto bem claro a propósito do título: «O polícia é o leitor, que procura em vão ordenar este romance endemoninhado.» E no próprio corpo do livro insiste-se nesta concepção de um romance como uma vida."

Obrigada Sofia pela prenda de anos.

20 maio 2011

O LIVRO DE FEITIÇOS DE DELIVERANCE DANE, Katherine Howe


Romance, Planeta
Antes de mais dizer que este foi o primeiro livro que li sobre o tema das bruxas de Salem e nem sequer me lembro de ter visto algum filme sobre isso (apesar de haver muitos). Basicamente o que eu sabia sobre o caso era que mulheres tinham sido condenadas à morte por feitiçaria em Salem. Ponto final. Este romance permitiu-me por isso saber um pouco mais sobre os julgamentos e a forma como decorriam. A história surge-nos intercalada entre a altura dos julgamentos, em finais do século XVII, e a actualidade. Uma investigadora visita a casa da avó, nos arredores de Salem, e descobre uma chave dentro de uma bíblia com o nome de Deliverance Dane. E acaba por começar a investigar para saber quem ela é, sempre atrás do "almanaque" ou "livro das sombras" que ela terá deixado em herança à filha. A história de Connie desenvolve-se em paralelo com a de Deliverance e do resto da sua família. A história está bem contada e consegue atrair-nos e só se estraga quando Connie começa mesmo a fazer magia. Na minha opinião, o livro tinha sido mais interessante sem esse aspecto.

11 maio 2011

Antes de começar... (59)


Livro: O Livro de Feitiços de Deliverance Dane
Autor: Katherine Howe
Editora: Planeta
Ano: Abril de 2010

"Connie Goodwin, uma brilhante aluna de História na Universidade de Harvard, vê-se obrigada a passar o Verão a pesquisar para a sua tese de doutoramento. Mas quando a mãe lhe pede para tratar da venda da casa abandonada da avó, perto de Salem, não tem como recusar. À medida que é arrastada de forma cada vez mais profunda para os mistérios da casa de família, Connie descobre uma chave antiga dentro de uma Bíblia do século XVII. A chave contém um fragmento de pergaminho amarelecido com um nome escrito: Deliverance Dane. Esta descoberta lança Connie numa demanda: descobrir quem foi essa mulher e conseguir desenterrar um raro artefacto de poder singular - um Livro de Feitiços, cujas páginas encerram um repositório secreto de sabedoria perdida. Quando as peças da pungente história de Deliverance começam a encaixar-se, Connie é assombrada por visões dos distantes julgamentos de bruxas e começa a temer que esteja mais ligada ao passado obscuro de Salem do que alguma vez pudera imaginar.
Escrito com espantosa convicção, O Livro de Feitiços de Deliverance Dane viaja continuamente entre os julgamentos de bruxas nos anos 1690 e a história de mistério, intriga e revelação de uma mulher moderna."

10 maio 2011

OS CRIMES DA RUA MORGUE, Edgar Allan Poe


Contos policiais, K4
Esqueçam o CSI e todos os programas do género. É para meninos. No século XIX só a lógica e o raciocínio conseguiam desvendar um crime. E com Os Crimes da Rua Morgue, Edgar Allan Poe mostra-nos essas capacidades elevadas ao cubo. Quem é que precisa de ADN e tretas do género se é o rei da capacidade de observação do local do crime, da entrevista de testemunhas e, acima de tudo, é dono de um raciocínio brilhante? Dizem que o detective Auguste Dupin é o percursor do Sherlock Holmes. A verdade é que em muitas ocasiões tive que reler as frases para me manter a par da cadeia de argumentos.
Este pequeno livro tem três contos, dos quais os dois primeiros envolvem este detective. O primeiro, que dá nome ao livro, é simplesmente genial - apesar de começar com um blablabla sobre a capacidade analítica que não é propriamente o mais cativante dos inícios. Por onde é que o assassino fugiu se o quarto está fechado por dentro e as janelas estão trancadas. Porque é que uma das vítimas está de pernas para o ar dentro da chaminé da lareira? Simplesmente brilhante. A segunda história é baseada num crime real e mediático. Segundo a nota no início do conto, Edgar Allan Poe (através de Dupin), terá conseguido explicar o crime antes mesmo da polícia o fazer, praticamente apenas através dos relatos dos jornais. A terceira história - que se prende com a forma como a percepção de uma aldeia pode ser manipulada para condenar sem julgamento uma pessoa - tem um final hilariante. A não perder para quem gosta do género policial.

03 maio 2011

Antes de começar... (58)


Livro: Os Crimes da Rua Morgue e outros contos
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: K4 (Leya)
Ano: 2010

"Agora, examinemos a carnificina em si. Eis uma mulher estrangulada pela força das mãos, e introduzida numa chaminé, de cabeça para baixo. Assassinos vulgares não empregam semelhantes processos para matar. Muito menos ocultam assim os cadáveres das suas vítimas.

Obrigada João Paulo pela prenda de anos.

02 maio 2011

APENAS UM OLHAR, Harlan Coben


Policial, Editorial Presença
Há policiais que a meio caminho já percebemos quem é o assassino e já sabemos como tudo vai acabar. Depois há aqueles que pensamos que já sabemos e, no último instante, nos trocam as voltas. Só pelo gozo e às vezes sem coerência nenhuma. Este livro é um daqueles em que é melhor nem tentar adivinhar. É que a trama está de tal maneira envolta nas personagens que a verdade só a sabemos na última página. Na verdade, desde o início que conhecemos a identidade do assassino (que aprendeu as suas técnicas na Coreia do Norte, por isso já estão a ver que não são das mais agradáveis). O interessante é procurar descobrir quem está por detrás dele. Boa sorte se conseguirem, eu estava à nora. Tudo começa com uma fotografia misteriosa, que levará Grace a descobrir a verdade sobre o passado da sua família e o seu. E como acontecimentos da sua vida que pareciam não estar relacionados, afinal detêm a chave de tudo. Um excelente policial de um excelente autor - já tinha lido Morte no Bosque e Invasão de Privacidade.

12 abril 2011

Antes de começar... (57)


Livro: Apenas um Olhar
Autor: Harlan Coben
Editora: Editorial Presença
Colecção: O Fio de Navalha, n.º 86
Ano: Março de 2006

"Já divulgado na colecção «O Fio da Navalha» com três dos seus grandes êxitos internacionais, Não Contes a Ninguém, Na Pista de Um Rapto e Desaparecido para Sempre, que o consagraram internacionalmente, Harlan Coben ressurge com este magnífico thriller. Como ele próprio declarou numa entrevista, Coben sente-se empolgado por temas em que o passado volta sempre para nos cobrar e mesmo os mais ínfimos actos reverberam as suas reacções. Como acontece a esta família suburbana com uma vida pacífica. Grace, mãe de dois filhos e pintora, tira uma série de fotografias durante umas férias e, quando as manda revelar, encontra misturadas com as outras uma fotografia com cerca de vinte anos, com as cores já um pouco esbatidas pelo tempo, onde figuram cinco pessoas. Uma delas, uma mulher, tem o rosto marcado por dois traços em cruz. Um dos homens é extraordinariamente parecido com o marido de Grace, como ele poderia ter sido vinte anos antes. Mas John nega ser ele. Porém, após uma curta permanência no compartimento onde costuma trabalhar, sai na sua carrinha, sem avisar Grace, levando a fotografia com ele. O mundo seguro onde Grace julga viver desmorona-se como um castelo de cartas. Sem pistas suficientes para recorrer ao auxílio da polícia, Grace vai ter de percorrer um arriscado caminho por entre ameaças reais, e terá de enfrentar as suas mais trágicas recordações para proteger os filhos e tentar recuperar o marido. Um thriller intenso, de alta complexidade e que gera um suspense quase doloroso, sem deixar de desfiar a curiosidade do leitor, página a página."

11 abril 2011

O PROTECTOR, Madeline Hunter


Romance, Asa
De vez em quando temos que ler umas histórias sobre o príncipe encantado perfeito, já que é só mesmo nos livros que eles existem (ah e nos filmes, claro). Neste caso, temos Morvan, um nobre que ficou sem as suas terras e que, depois de uma longa batalha, acaba no quintal de Anna de Leon. Destinada a viver num convento, teve que regressar a casa após a morte do irmão e agora é ela que tomou as rédeas da situação. A paixão entre os dois é arrebatadora (e descrita com todos os pormenores e mais alguns), mas ela não se deixa subjugar até ser obrigada a casar (e mesmo depois disso...). Pelo meio temos um antigo noivo que só aguarda o momento da sua vingança. Mas não se preocupem, que eles no fim vivem felizes para sempre. Mais levezinho que isto não há.

06 abril 2011

Antes de começar... (56)


Livro: O Protector
Autor: Madeline Hunter
Editora: Asa
Ano: Março de 2011

"Numa terra sem lei, devastada pela guerra e pelas pragas, Morvan Fitzwaryn, um cavaleiro errante, faz jus à sua honra e protege os mais fracos.
Habituado a ser o melhor, o mais forte, o mais temido, não esperava vir a conhecer um guerreiro cujas qualidades de combate rivalizassem com as suas. Quando se encontram pela primeira vez, é Morvan quem precisa desesperadamente de ajuda. De espada na mão e porte altivo, o guerreiro a quem ficará a dever a vida é, surpresa das surpresas, uma mulher!
Em pouco tempo, a imbatível Anna de Leon torna-se no único prémio digno de ser conquistado... e o único que Morvan não consegue arrebatar."

05 abril 2011

A PAIXÃO DE JANE EYRE, Charlotte Brontë


Romance, Publicações Europa-América
Este era um daqueles livros que eu andava para ler há que séculos... Por isso, assim que o tive nas mãos, foi um tal de devorar. Qual não foi a minha surpresa quando, a certa altura, as cenas começaram a soar-me familiares. Eu tinha a certeza que nunca tinha lido o livro, mas depois lembrei-me... já tinha visto a série. Eu sou daquelas pessoas que não gosta de saber o fim de uma história e por isso fiquei um bocadinho desiludida, mas por outro lado, sou daquelas que consegue reler um livro não sei quantas vezes... E A Paixão de Jane Eyre é um daqueles clássicos que vale a pena ler. O livro está escrito como uma espécie de diário de Jane Eyre, sempre contado na primeira pessoa, relembrando a sua vida e interpelando o leitor com comentários à margem da história. Ao longo das páginas vemos como a personalidade de Jane Eyre se vai adaptado à vida dura e ao sofrimento e como no fim tudo se resolve pelo melhor. Jane não é uma Elisabeth Bennet e o Sr. Rochester não é certamente um Mr. Darcy, mas conseguem ser ambos personagens mais reais que os descritos por Jane Austen. Agora tenho curiosidade em ver o filme, apesar de achar difícil que consiga captar toda a dor e emoção de Jane Eyre (acho que não há filme que consiga substituir um bom livro).

27 março 2011

Antes de começar... (55)


Livro:
A Paixão de Jane Eyre
Autor: Charlotte Brontë
Editora: Publicações Europa-América
Ano: Março de 2011

"A Paixão de Jane Eyre, publicada pela primeira vez em 1847, atraiu de imediato a atenção do público da época e dividiu a crítica. Habituada às heroínas de Jane Austen, que pareciam conhecer exactamente o seu lugar no meio social, a sociedade britânica sentiu-se desconfortável com o personagem feminino criado por Charlotte Brontë: embora as acções de Jane observem o código convencional de comportamento feminino, deixam transparecer também uma poderosa declaração de independência das mulheres.
A Paixão de Jane Eyre é a história de uma órfã que vive com a sua desagradável tia e os seus nada atractivos primos. Mais tarde, colocada num asilo, Jane começa a desenvolver um espírito independente para a época e aprende que a melhor maneira de conservar o respeito próprio na adversidade é manter o autocontrolo. Esta aprendizagem servir-lhe-á para toda a vida e permitir-lhe-á repudiar noivos, ser auto-suficiente, mudar de identidade e encontrar um seu igual a nível intelectual e sexual."

26 março 2011

O DÉCIMO DOM, Jane Johnson


Romance, Editorial Presença
O primeiro impacto que tive quando comecei a ler este livro é que era muito palavroso, que cada substantivo tinha que ter um ou mais adjectivos e que isso era cansativo. Mas a pouco e pouco fui pondo de lado a questão do estilo, porque estava totalmente agarrada há história. Quando pensamos em escravatura, normalmente pensamos nos escravos que os portugueses e outros povos levaram de África. Não pensamos nos europeus que foram feitos escravos por outras nações, neste caso os muçulmanos de Salé, Marrocos. O livro conta precisamente a história de uma mulher da Cornualha, levada pelos piratas quando estava em plena missa de domingo, junto com dezenas de outras pessoas, em 1625. A história de Cat está entrecortada com a de Julia, a quem na actualidade foi oferecido um livro de bordados que contém também o diário de Cat. Ou seja, é difícil parar de ler, porque quando estamos entusiasmadas com a história de uma, começa outro capítulo com a história da outra. Um livro que sem dúvida recomendo, mas que teria sido muito melhor que não fossem as últimas quatro ou cinco páginas... não havia necessidade de se transformar numa história de fantasmas ou espíritos.