22 Abril 2012

Antes de começar... (88)


Livro: Darling Jim
Autor: Christian Moerk
Editora: Editoral Presença

Ano: Outubro de 2011

"Darling Jim é um romance de estreia soberbo, que entretece com mestria thriller psicológico, suspense romântico,  mistério policial, terror, lendas de cariz popular e contos de fadas e sobrenaturais num enredo coeso e fascinante. Tudo começa com o aparecimento dos cadáveres de duas irmãs e da tia de ambas, brutalmente assassinadas numa casa de Malahide, uma pequena cidade a norte de Dublin. O mistério que envolve a sinistra descoberta parece ser insolúvel, mas quando Niall, um jovem carteiro, descobre por acaso o diário de uma das irmãs, decide fazer uma investigação por conta própria e a verdade começa a vir à luz do dia. Uma história de amor trágica e malévola e um bardo dos tempos modernos, diabolicamente sedutor, parecem ter estado na origem dos crimes, mas o tempo revelará contornos ainda mais cruéis. Malicioso e irresistível, um romance que nos fala dos perigos insuspeitados de nos apaixonarmos pela pessoa errada."


21 Abril 2012

O LIVRO DO AMANHÃ, Cecelia Ahern


Romance, Editorial Presença

Cecelia Ahern tem nas suas mãos uma boa história, mas não consegue cativar. Não tem um estilo que consiga manter o suspense, de forma a impedir que pousemos o livro. A acção arrasta-se ao longo das páginas, à medida que a jovem Tamara se vai apercebendo de que a sua família está envolta num grande segredo. Mas basicamente o livro é um árduo caminho até à verdade. Um caminho que não precisava de ser tão árduo, bastava literalmente perguntar... Além disso, não há nenhuma explicação sobre a origem do misterioso diário que chega às suas mãos. Se a história é centrada no livro, porque não explicar mais sobre ele? Fraquinho.

01 Abril 2012

Antes de começar... (87)


Livro: O Livro do Amanhã
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Editoral Presença
Ano: Outubro de 2011

"Tamara Goodwin tem dezasseis anos e vive confortavelmente numa mansão moderna com seis quartos, habituada a ter tudo o que quer quando quer. Mas, quando o pai morre deixando inúmeras dívidas, Tamara e a mãe não têm outra alternativa senão vender tudo e ir viver com parentes para um lugar distante e isolado junto ao castelo de Kilsaney. Para Tamara o choque parece inultrapassável, até que um dia uma biblioteca itinerante chega à vila trazendo consigo um misterioso livro encadernado a couro e fechado com um cadeado dourado. O que a jovem descobre entre as páginas está prestes a mudar toda a sua percepção do presente... Com mais de um milhão de exemplares vendidos em quinze países, O Livro do Amanhã é o novo romance da autora de P.S. - Eu Amo-te."

31 Março 2012

A FIRMA, Martina Cole


Romance, Civilização Editora
Este é um livro sobre o mundo do crime no East End, de Londres, desde a década de 1970 até aos nossos dias. Uma história de drogas e prostituição centrada nas mulheres, que também tinham algo a dizer sobre a criminalidade. Acompanhamos a história de Imelda, uma mulher que só tem sentimentos pela droga que consome e que vai estragando a vida de todos à sua volta, desde a mãe até aos filhos. São três gerações de uma família que tem no crime a sua forma de sustento. Achei o livro um pouco repetitivo, na forma como repete que Imelda não sente remorsos, não sente nada por ninguém, que só se preocupa consigo e com arranjar dinheiro para a próxima dose. E como ao contrário da ideia que temos de uma drogada, consegue manter-se com um aspeto jovem, não acabado. 

01 Março 2012

Antes de começar... (86)


Livro: A Firma
Autor: Martina Cole
Editora: Civilização Editora
Ano: Março de 2010

"Passado no East End de Londres, dos finais dos anos 70 até ao presente, A Firma fala de drogas, de prostituição e da luta de uma jovem pela sobrevivência - contra tudo e contra todos.
Imelda Dooley está assustada - está grávida e agora está sozinha. O pai, um homem perigoso, certificar-se-à de que alguém paga por isso. Por isso Imelda conta uma mentira que, literalmente, causa algumas mortes.
Quando o marido é morto Mary, mãe de Imelda, sabe que tem de se esforçar por manter a família de pé. E é isso que faz, e torna-se num nome importante. Mas, mesmo assim, tem de ver a vida da filha cair num ciclo vicioso e abominável de drogas e prostituição."

29 Fevereiro 2012

FIDEL & CHE - UMA AMIZADE REVOLUCIONÁRIA, Simon Reid-Henry


Biografia, Casa das Letras
Este é um excelente documento para acompanhar o percurso de duas das mais importantes figuras do século XXI, quer para aqueles que desconhecem por completo a história de Fidel Castro e Che Guevara, quer para os mais conhecedoras da vida de ambos. O autor, um professor universitário que é presença habitual nas colunas de alguns jornais britânicos, estreia-se com um livro bem conseguido, que acompanha passo a passo, com diversas fontes (que são citadas até à exaustão), o percurso destas duas personagens. Um percurso desde a infância até à morte de Che, em 1967, abordando Simon Reid-Henry no capítulo final a forma como o médico argentino é transformado em ícone. Talvez só faltasse um pouco mais de informação sobre os primeiros anos após a revolução de 1959, marcados por Che à frente das execuções de opositores em La Cabaña e por Fidel a assumir o poder de forma total. No final, esta biografia paralela acaba por ser o relato de uma amizade de apenas 12 anos que marcou a história não só de Cuba, mas também do mundo.

08 Fevereiro 2012

Antes de começar... (85)


Livro: Fidel & Che - Uma Amizade Revolucionária
Autor: Simon Reid-Henry
Editora: Casa das Letras
Ano: Fevereiro de 2009

"Fidel & Che - Uma Amizade Revolucionária é a história do filho de um camponês, estudioso e rebelde - Fidel Castro - e da sua amizade com o médico Enesto (Che) Guevara. Ainda muito jovens, e ambos no exílio, encontraram-se na Cidade do México, em 1955. Em 1967 Che Guevara foi morto. Ao longo dos seus doze anos de amizade tornaram-se duas das figuras mais incontornáveis do século XX.
O livro segue Fidel e Che desde a sua dramática jornada política no México, à guerra nas montanhas cubanas, até ao ponto alto da Guerra Fria. O autor baseia-se em pesquisas de arquivos em Havana, Washington, Moscovo, Miami, Princeton, Boston, Londres, Berlim, e também em entrevistas com alguns dos maiores protagonistas nesta história. Traz uma nova série de fontes que contam pela primeira vez, e em toda a sua extensão, a história de uma das mais notáveis amizades do século XX.
Simon Reid-Henry leva-nos até ao coração de Fidel e Che, um relacionamento inigualável que começou como uma associação política e se tornou na mais profunda amizade das suas vidas. É a história de dois homens que partilham de um sonho comum, que se tornaram amigos, irmãos e camaradas de armas e que, finalmente, iriam fazer uma escolha épica entre a sua amizade e as suas crenças."

07 Fevereiro 2012

A FILHA DO PIRATA, Margaret Cezair-Thompson


Romance, Casa das Letras
Se vamos romancear a história de uma pessoa famosa, porque é que não inventamos simplesmente essa personagem do início e, no final, dizemos em quem foi baseada? Pois é, chateia-me um bocadinho que a personagem leve o nome de Errol Flynn quando a única coisa que tem em comum é ser actor, ter vivido em Port Antonio, na Jamaica, e ter uma queda para gostar de menores. Porque é que a personagem não podia ser um famoso actor que vai viver para a Jamaica e se apaixona por uma menor e chamar-se Adalberto! Eu gostei do livro, mas nunca gostei da forma como se pegam em personagem reais para as romancear. Já devia ter aprendido a deixar estes livros de lado, mas acho sempre que me podem surpreender. E o ridículo é que teria gostado mais desta história com o Adalberto em vez do Errol Flynn! O livro acompanha duas gerações de mulheres jamaicanas, conseguindo mostrar-nos um pouco da ilha e do seu turbulento caminho para a independência. Para quem não tem problemas com o romancear de personagens verídicas, estou certa que vai gostar. Eu é que sou esquisita...

24 Janeiro 2012

Antes de começar... (84)


Livro: A Filha do Pirata
Autor: Margaret Cezair-Thompson
Editora: Casa das Letras
Ano: Abril de 2010

"Jamaica, 1946. Errol Flynn dá à costa da ilha na sua escuna Zaca, destruída por uma tempestade. Ida Joseph, a filha adolescente de um juiz de paz de Port Antonio, fica intrigada ao saber que «O Homem Mais Belo do Mundo» está na ilha e decide fazer tudo para o conhecer. Para o cansado espadachim, a Jamaica é um paraíso tropical que proporciona o travo da aventura e a promessa da salvação pessoal: uma frescura que Ida, que não está abalada pela sua celebridade, parece partilhar. Em breve, Flynn constrói um lar para si em Navy Island, onde recebe a nata de Hollywood - e Ida entrega o coração a este carismático homem mais velho.
A filha de Ida, May, verá o seu famoso pai apenas uma vez. Abrangendo trinta anos da história da Jamaica, A Filha do Pirata é uma história de paixão e irresponsabilidade, de duas gerações de mulheres e das suas lutas pelo amor e a sobrevivência, de uma nação que se esforça por ficar à altura de uma independência arduamente conquistada. Margaret Cezair-Thompson deu forma a um romance que, simultaneamente, é provocador, refrescantemente original e tão fascinante como o mais rico tesouro de piratas."

23 Janeiro 2012

TERAPIA DE CHOQUE, Sebastian Fitzek


Thriller psicológico, Gótica
Em qualquer policial, a tendência é para tentar descobrir o mais rápido possível quem é o assassino ou quem está por detrás de determinado crime. Aqui, queremos tentar adivinhar o que se passou com Josy, a filha de Viktor, mas também quem é afinal Anna. Mas, quando achamos que sabemos a resposta, o autor dá-nos a volta à cabeça e troca-nos os passos todos. E isso é altamente irritante. Tal como é irritante acabar cada capítulo (que têm normalmente entre três e cinco páginas) com algo do género: "o que ela lhe disse a seguir era ainda pior" ou "nada o podia preparar para o que estava à porta". Estão a ver, não é? É daqueles livros que, se pudermos, não vamos largar.
Passei todo o livro a não saber se estava a gostar ou não. Tudo dependia do final (se houvesse algo do género "então acordou e viu que tinha sonhado tudo" ia-me passar). Felizmente não é esse o fim e, apesar de uma pequena incongruência (gostaria de falar dela, mas ia estragar tudo para os outros), o enredo está bem pensado. A escrita de Fitzek não é nada de espectacular, mas a história é boa.
Uma última coisa para dizer que já estou farta de livros de "Maddies". Será que a próxima criança a desaparecer na ficção não pode ser um rapaz? Eu sei que uma menina é mais emotivo, mas estou mesmo a ficar farta...

18 Janeiro 2012

Antes de começar... (83)


Livro: Terapia de Choque
Autor: Sebastian Fitzek
Editora: Gótica
Ano: Abril de 2007

"Josy, a filha de doze anos do famoso psiquiatra Viktor Larenz, desaparece em circunstâncias que permanecem um mistério e o seu destino é uma incógnita... Viktor vê o seu mundo a desabar e refugia-se na casa de férias, na remota ilha de Parkum, no mar do Norte.
Quatro anos mais tarde, Anna, uma bela desconhecida, autora de livros para crianças, procura-o em auxílio. É uma mulher atormentada por alucinações e pesadelos, nos quais surge continuamente uma menina que desapareceu sem deixar rasto, tal como Josy...
Viktor começa a fazer terapia a Anna, que se vai transformando em dramáticas sessões de perguntas e respostas, onde a sua nova paciente vai revelando pormenores do desaparecimento de Josy que supostamente não devia saber...
Desenvolvimentos surpreendentes, de capítulo em capítulo, fazem de Terapia de Choque um thriller psicológico intenso, de cortar a respiração e impossível de largar até que se conheça o desenlace final."

17 Janeiro 2012

A DECISÃO FINAL DO MAJOR PETTIGREW, Helen Simonson


Romance, Civilização Editora
ADOREI! Uma história de amor entre um casal de viúvos, ele nascido no Paquistão mas cem por cento britânico. Ela nascida no Reino Unido mas obrigada a submeter-se às leis da família paquistanesa. Tudo numa pequena vilazinha britânica com vizinhos pitorescos, cujo centro é o clube de golfe. O major, que acaba de perder o seu irmão, descobre que a sra. Ali partilha o seu gosto pela leitura e por Kipling. E de repente, a mulher que se habituara a ver na loja da vila, ganha outra dimensão. Paralelo à história de amor, tem que lidar com o filho (que é patético), com os problemas do sobrinho da sra. Ali e com os projectos loucos do lorde local que quer, com a ajuda de um americano, mudar a face da sua amada vila. É um relato brilhante, para nos lembrar de que o amor não tem idade.

10 Janeiro 2012

Antes de começar... (82)


Livro: A Decisão Final do Major Pettigrew
Autor: Helen Simonson
Editora: Civilização Editora
Ano: Agosto de 2011

"O Major Ernest Pettigrew não está interessado nas frivolidades do mundo moderno. Desde a morte da mulher, Nancy, ele tenta evitar as coscuvilheiras da aldeia, o seu ganancioso filho e a cada vez mais evidente suburbanização do campo inglês, preferindo levar uma vida calma defendendo os valores tradicionais mantidos há várias gerações.
Porém, quando a morte do irmão desencadeia uma amizade inesperada com a Sr.ª Ali, uma viúva paquistanesa, dona da loja da aldeia, o Major é arrastado do seu mundo disciplinado e forçado a confrontar as realidades da vida no século XXI. Unidos pelo amor à literatura e pela perda dos respetivos cônjuges, o Major e a Sr.ª Ali cedo descobrem que a sua amizade se está a transformar em algo mais profundo. Mas, embora o Major tenha nascido em Lahore e a Sr.ª Ali em Cambridge, a sociedade da aldeia insiste em considerá-lo um verdadeiro inglês e a ela como uma permanente estrangeira. O Major sempre teve um orgulho especial na sua aldeia, mas como irão os caóticos acontecimentos recentes afetar a sua relação com o local que ele considera o seu lar?
Escrito com uma perceção aguda e um encantador sentido de humor, este livro é uma história de amor enternecedora com um inesquecível elenco de personagens, e questiona o que cada um deve sacrificar da sua felicidade pessoal a favor das obrigações familiares e dos valores tradicionais."

09 Janeiro 2012

DUAS IRMÃS, UM REI, Philippa Gregory


Romance, Civilização Editora
Antes de mais, só para dizer que não vi o filme e que odeio capas de livros que são tiradas de filmes. Dito isto, se o filme por acaso passar na TVI num sábado à tarde sou capaz de o ver, nem que seja pelo Eric Bana...
A corte de Henrique VIII não era claramente o melhor sítio para viver, a não ser que fossemos os reis da intriga, da mentira, dos esquemas. Só importava uma coisa, ficar nas boas graças do rei e conseguir mais privilégios que os "vizinhos" do lado. O final da história de Ana Bolena é conhecido de todos: teve a garganta cortada. Mas na realidade este livro é sobre a outra Bolena (esse é mesmo o nome original). Maria era mais nova e foi a amante do rei, com quem teve dois filhos.
As duas irmãs não foram mais do que peões nas mãos da família, disposta a fazer qualquer coisa para subir na vida. Pelo menos segundo este livro. A verdade é que fico sempre de pé atrás com romances históricos, porque nunca sei onde começa a ficção.
Bom, fora o facto deste livro ter 640 páginas e pesar uma tonelada, lê-se muito bem. Apesar de ser um bocadinho repetitivo, especialmente o stress de cada uma das não sei quantas gravidezes para saber se, em primeiro lugar, vão até ao fim e, em segundo lugar, se o bebé é menino ou não... Uma mulher não era propriamente o que os ingleses queriam no trono.
Na minha estante está lá outro livro de Philippa Gregory, A Herança Bolena. Vou dar um tempo às intrigas dos Bolenas, mas qualquer dia pego nele.

27 Dezembro 2011

Antes de começar... (81)


Livro: Duas Irmãs, Um Rei
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização Editora
Ano: Janeiro de 2008

"Duas Irmãs, Um Rei apresenta uma mulher com uma determinação e um desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração.
Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga."

26 Dezembro 2011

O CADERNO DA MORTE, Jonathan Santlofer


Thriller, Editorial Presença
A editora não publicou os livros pela mesma ordem que Jonathan Santlofer os escreveu. Daí que, depois do interregno de A Arte de Matar, onde a personagem principal era a ex-detective Kate - ainda não me consegui habituar ao acordo ortográfico - voltemos a ter mais uma aventura de Nate Rodriguez, que já nos tinha sido apresentado em Anatomia do Medo. Já tinha gostado do primeiro e não fiquei desiludida com o segundo, uma verdadeira corrida contra o tempo para tentar evitar novos crimes. Tentar descobrir o que liga as vítimas e os assassinos, que se suicidam sem medo ou hesitação. Mais uma vez, como é marca registada de Santlofer, as imagens acompanham a narrativa escrita, o que torna estes livros especiais. O que não torna especial são os erros na sinopse apresentada pela editora, não só de português ("circunstâncias em o pai morrera") mas também referente à própria acção. O pai de Nate não morreu "poucos anos antes", morreu quando ele era adolescente, há 20 anos... Talvez queiram alterar esse pormenor em futuras edições.

16 Dezembro 2011

Antes de começar... (81)


Livro: O Caderno da Morte
Autor: Jonathan Santlofer
Editora: Editorial Presença
Colecção: Minutos:Contados_n.º35
Ano: Outubro de 2011

"Do autor de Anatomia do Medo, título já publicado nesta colecção, este é o segundo thriller protagonizado pelo detetive e retratista forense, Nate Rodriguez, que trabalha para a Polícia de Nova Iorque. Ainda perturbado pelas circunstâncias em o pai morrera, poucos anos antes, Rodriguez encontra-se a trabalhar na reconstituição facial de uma caveira não identificada, quando é chamado a participar na equipa que está a investigar uma série de estranhos crimes e suicídios, aparentemente sem relação entre si. Espera-se que os seus extraordinários dotes de visualização intuitiva permitam levar à descoberta do autor do assassínio de um estudante universitário. Quando Rodriguez consegue determinar que o autor deste primeiro crime e um dos suicidas são a mesma pessoa e que semelhante padrão se repete, toma consciência de estar perante um mistério de muito maior alcance. O Caderno da Morte é fruto de uma nova e original conceção do policial como uma espécie de ponte entre a banda desenhada e a prosa ficcional. A escrita cativante e os esboços que Jonathan Santlofer vai aperfeiçoando ao longo da narração contribuem em igual medida para o adensar do suspense e o desenrolar da intriga, fazendo dele um caso único do thriller contemporâneo.

15 Dezembro 2011

A VALSA LENTA DAS TARTARUGAS, Katherine Pancol


Romance, A esfera dos livros
Bom, o título estava certo, mas não foi uma valsa lenta, foi uma leitura lenta. São 560 páginas, mas isso não explica tudo. Ouvi falar muito do livro Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, mas ele nunca me chegou às mãos. Assim que vi este livro, da mesma autora francesa, não hesitei em ficar com ele, só depois me apercebendo que era a continuação do primeiro. Apesar disso, resolvi arriscar a leitura. Terá sido esse o primeiro erro? Bom, talvez. A verdade é que achei que havia muitas personagens: os que leram o primeiro livro provavelmente queriam saber como estava a vida de todos os que já conheciam, mas a autora tinha que introduzir novas personagens para poder contar uma nova história. E a história não é má, achei até bastante interessante. O problema é que havia muita coisa que podia não estar no livro. Bom, simplesmente não é um daqueles romances que temos dificuldade em pôr de lado, apesar de também não ser um daqueles que optamos por deixar a meio (é muito raro acontecer comigo). Resumindo: quem leu o primeiro e gostou, vai reencontrar as suas personagens e com certeza não ficará desiludido; quem não leu, se calhar é melhor não comprar este.

20 Novembro 2011

Antes de começar... (80)


Livro: A Valsa Lenta das Tartarugas
Autor: Katherine Pancol
Editora: A esfera dos livros
Ano: Abril de 2011

"A família Cortès está de volta. Joséphine é agora uma escritora de sucesso que deixa os subúrbios para se mudar para um requintado bairro de Paris. Apesar do mundo onde agora vive, mantém-se fiel a si própria e aos seus valores. Honesta, generosa, reservada. É uma mulher realizada, mas que ainda não encontrou o amor. A sua filha Hortense está a estudar moda em Londres e a filha mais nova, Zoé, começa a conhecer os desafios do coração. A sua irmã Íris, outrora perfeita e símbolo de sucesso, encontra-se agora no meio de uma profunda depressão.
Juntamos a tudo isto um assassino em série, que aterroriza o bairro onde a protagonista vive, e um cão demasiado feio, e temos os ingredientes para mais um bestseller de Katherine Pancol.
Um romance divertido e ao mesmo tempo negro, que fala do amor, de ser mãe, da amizade, da vida familiar, da adolescência, do trabalho, do mundo em que vivemos. Com mestria, cuidado e inteligência, ao longo destas páginas, vamos acompanhando o avançar obstinado e lento destas personagens, em busca dos seus sonhos, num mundo demasiado rápido e violento."

19 Novembro 2011

A RAIZ DO ÓDIO, Anne Holt


Policial, Contraponto
Foi o primeiro livro que li de Anne Holt e sabia que estaria a começar pelo meio da série protagonizada pelo casal Vik/Stubø. Mas estas histórias são independentes e está bem explicado o background do casal. Em relação ao policial propriamente dito, foi complicado para mim agarrar-me às personagens. O livro está construído de forma a que nos vão sendo apresentadas várias personagens, aparantemente sem que nada as una, e depois vão-se descobrindo as ligações. Neste caso, estamos perante crimes de ódio relacionados com a homossexualidade. E, na realidade, o casal protagonista não está a investigar todos os crimes, acaba por estar envolvido num só. Como que por magia, os outros acabam por ser solucionados com a conclusão da investigação à morte da episcopisa e a revelação do seu segredo. Não posso dizer que tenha gostado (que me desculpem os fãs desta escritora norueguesa). Não vou correr para agarrar o próximo livro de Anne Holt, a não ser que tenha uma sinopse espectacular.

03 Novembro 2011

Antes de começar... (79)


Livro: A Raiz do Ódio
Autor: Anne Holt
Editora: Contraponto
Ano: Novembro de 2011

"Oslo, numa fria tarde de dezembro. Uma criança descalça anda perdida pelas ruas. Está prestes a ser atropelada por um elétrico, quando, no último momento, é salva por um desconhecido que surge do nada. Pouco depois, sussurra à sua mãe, a criminalista Inger Johanne Vik, ainda mal refeita do susto: «A senhora estava morta…» A partir daí, Johanne e a sua família veem-se envolvidas na investigação de estranhos homicídios.
Em Bergen, é assassinada a episcopisa local e o marido de Johanne, o detetive Yngvar Adam Stubø, é chamado a fazer parte da investigação. Em Oslo, sucede-se uma série de mortes de natureza diversa.
Aparentemente, nenhum destes crimes tem ligação entre si, mas Johanne Vik acabará por descobrir que não é bem assim…
Esta nova investigação da série protagonizada pelo casal Vik/Stubø é um policial atual, assim como uma contundente crítica à intolerância."

02 Novembro 2011

PENSA NUM NÚMERO, John Verdon


Thriller, Porto Editora
Há primeiros parágrafos que nos agarram imediatamente e depois há aqueles que falam de uma velhota que precisava de fazer xixi... Escusado será dizer que não é o mais atraente. O que vale é que o prólogo, em que nos é apresentado o assassino, tem pouco menos de uma página. A seguir caímos directamente na vida do detective reformado Dave Gurney, mas as coisas não melhoram.
A verdade é que a primeira parte do livro não me agarrou. Qual é a piada de um thriller ou de um policial sem um corpo? Mesmo com a história do número e do terror de imaginarmos que alguém nos conhece tão bem ao ponto de saber em que número estamos a pensar, estava sempre à espera do momento em que "não iria conseguir mais largar o livro", como uma das críticas afirmava. Isso aconteceu a partir da segunda parte, quando finalmente há um corpo para analisar ao melhor estilo CSI.
Depois, é claro, queremos saber como tudo aconteceu. Como é possível as pegadas na neve pararem no meio do nada, como se o assassino se tivesse simplesmente evaporado? É também aí que começa a funcionar a mente de Gurney, cuja intuição conta com a preciosa ajuda da mulher Madeleine. É ela que o ajuda nos momentos em que parece que as pistas não vão dar a lado nenhum, apesar de claramente não estar contente por ele voltar ao activo. No final, tudo tem explicação, que surge naturalmente - às vezes, nalguns casos, parece arrancada a ferros. Um bom thriller? Sim. O melhor que já li? Não.
E o Gurney não é um Sherlock Holmes ou um Poirot... Pode ter capacidades dedutivas espectaculares, mas é demasiado frágil pessoalmente, cheio de fantasmas do passado. E vê-se claramente que John Verdon (que se lembrou de escrever este Pensa num Número, o seu primeiro livro, já com mais de 60 anos) estava a planear continuar a desenvolver esses fantasmas num novo thriller. Daí que nos resta apenas perguntar: para quando a versão portuguesa de Shut Your Eyes Tight.

25 Outubro 2011

Antes de começar... (78)


Livro: Pensa num número
Autor: John Verdon
Editora: Porto Editora
Ano: Outubro de 2011

"Pelo correio chega uma série de cartas perturbadoras que terminam com uma declaração inquietante: «Pensa num número qualquer até mil, o primeiro que te vier à cabeça... Repara agora como eu conheço bem os teus segredos.» Estranhamente, aqueles que obedecem constatam que o remetente de tais cartas previu com precisão a sua escolha. Para Dave Gurney, um inspetor de homicídios recém-formado da Polícia de Nova Iorque e amigo de um dos alvos das missivas, o que primeiro lhe pareceu um caso estranho depressa se transforma num complicado quebra-cabeças que levará a uma investigação em grande escala na busca de um pérfido assassino em série.
Convidado como consultor pelo gabinete do procurador, em pouco tempo Gurney consegue alguns avanços na descoberta de pistas que a polícia local negligenciara. Ainda assim, diante de um adversário que parece ter o dom da clarividência e antecipar-se a todos os passos, vê os seus melhores esforços dissiparem-se como areia por entre os dedos. Terá encontrado, ao fim de vinte e cinco anos de carreira exemplar, um adversário capaz de o vencer?
Considerado pela crítica internacional uma obra-prima do suspense, Pensa num Número dá-nos a conhecer uma personagem fascinante, capaz de rivalizar com Sherlock Holmes ou Poirot."

24 Outubro 2011

A MULHER DO TIGRE, Téa Obreht


Romance, Editorial Presença
No seu livro de estreia, Téa Obreht transporta-nos para a antiga Jugoslávia, pegando em memórias autobiográficas e juntando-as às histórias do folclore local. Era o seu avô, tal como o da personagem Natália, que andava para todo o lado com um exemplar d'O Livro da Selva, de Rudyard Kipling. A história parte de um acontecimento real, o bombardeamento nazi do jardim zoológico de Belgrado, a partir do qual o tigre da história escapa ao cativeiro e vai eventualmente dar à floresta que rodeia a aldeia do avô de Natália. A narrativa é interrompida pelos saltos para a actualidade, com Natália a tentar perceber a estranha morte do avô. Pelo meio, a fábula do homem sem morte. O livro ganhou o Prémio Orange em 2011 e eu consigo perceber porquê, apesar de me ter custado a ler. Não é por estar mal escrito ou ser desinteressante. Simplesmente porque não é um daqueles livros que dá para ler uns parágrafos entre uma paragem de metro e outra, deixar e voltar a pegar onde se parou. Requer mais tempo e mais concentração.

11 Outubro 2011

Antes de começar... (77)


Livro: A Mulher do Tigre
Autor: Téa Obreht
Editora: Editorial Presença
Ano: 2011

"Natalia é uma jovem médica que está destacada numa missão de solidariedade a um orfanato quando recebe a notícia da morte do avô, ocorrida em circunstâncias pouco claras. Ao lembrar-se das histórias que ele lhe contava na infância, convence-se de que o avô passou os últimos dias de vida em busca de uma das suas personagens. Tenta então, a par da missão que lhe foi confiada, compreender as motivações do avô e depara-se com uma pista que a conduz à extraordinária história da mulher do tigre. Realidade e mito, presente e passado sucedem-se nesta evocação sublime dos Balcãs pela mão de uma exímia contadora de histórias."

10 Outubro 2011

FALTA DE PROVAS, Harlan Coben


Thriller, Editorial Presença
Confesso que ando um bocadinho cansada do tema da pedofilia (acho que já tinha disto isto), mas como se tratava de Harlan Coben decidi arriscar. Este é um daqueles autores que nos conseguem agarrar do início ao fim, quando de repente viram a história toda de pernas para o ar. Neste caso, temos um homem que parece ser erradamente acusado de um crime mas acaba por ser inocentado pela justiça, mas não pela sociedade. A jornalista que desencadeou a perseguição acaba por descobrir que os antigos colegas de universidade do alegado pedófilo se encontram também em maus lençóis e decide investigar o caso, apesar das ameaças que começam também a pairar sobre ela. Coben apresenta-nos inúmeras personagens (às vezes até parece de mais) e envolve-nos numa trama que resolve, literalmente, na última página. Se são daquelas que pessoas que não resistem a espreitar o último parágrafo de um livro, arriscam-se a estragar toda a história. Não digam que não vos avisei.

30 Setembro 2011

Antes de começar... (76)


Livro: Falta de Provas
Autor: Harlan Coben
Editora: Editorial Presença
Colecção: Minutos:Contados_ n.º34
Ano: Setembro de 2011

"Haley McWaid tem dezassete anos, vive em Nova Jérsia e é o orgulho da sua família. Capitã da equipa de lacrosse e prestes a entrar para a faculdade, não é o tipo de adolescente que se meta em sarilhos. Por isso, quando uma noite não regressa a casa e três meses se passam sem que haja notícias suas, toda a gente na comunidade teme o pior. Wendy Tines é uma jornalista com um objetivo: desmascarar predadores sexuais no seu programa de televisão. O seu alvo mais recente é Dan Mercer - conhecido por trabalhar com adolescentes desfavorecidos. Tudo indica que Dan Mercer está envolvido no desaparecimento de Haley McWaid, mas o instinto de Wendy diz-lhe que algo não bate certo. E se tiver denunciado o homem errado?"



29 Setembro 2011

THE PRINCE OF MIST, Carlos Ruiz Zafón


Literatura juvenil, Phoenix
Este foi o primeiro livro do escritor de Barcelona, escrito a pensar num público juvenil. As personagens principais são por isso adolescentes, mas não se pense que é uma aventura como outra qualquer. É até bastante sinistra (não o recomendava a leitura durante a noite aos mais susceptíveis), apesar do cliché do palhaço assassino. Porque é que o "mau" não podia ter continuado a ser um mágico? Apesar de ter gostado, está longe da qualidade d'A Sombra do Vento. É um livro que se lê de uma assentada, numa tarde em que não apetece sair de casa. E até dá para acabar com uma lágrima ou duas no canto do olho.

28 Setembro 2011

Antes de começar... (75)


Livro: The Prince of Mist
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Phoenix
Ano: 2011

"1943. As war sweeps across Europe, Max Carver's father moves his family away from the city, to an old wooden house on the coast. But as soon as they arrive, strange things begin to happen: Max discovers a garden filled with eerie statues; his sisters are plagued by unsettling dreams and voices; a box of old films opens a window to the past.
Most unsettling of all are rumors about the previous owners and the mysterious disappearance of their son. As Max delves into the past, he encounters the terrifying story of the Prince of Mist, a sinister shadow who emerges from the night to settle old scores, then disappears with the first mists of dawn..."


27 Setembro 2011

CONTAGEM DECRESCENTE, Ken Follett


Thriller, Casa das Letras
De Ken Follett só sabia que era o autor dos Pilares da Terra (que não li, mas que vi a série). Não sabia por isso que o seu imaginário não se limitava às novelas históricas, mas que também tinha muito sucesso com os seus thrillers. Consigo ver porquê neste livro, que nos consegue agarrar do início ao fim. Luke acorda vestido de vagabundo, numa casa de banho de uma estação de comboios, sem se lembrar de nada. Quase ao estilo da série 24, vai começando a levantar o véu sobre a sua história à medida que as horas passam. A acção desenrola-se em 1958, mas com flashbacks a partir de 1941. É um daqueles livros que grita "filme" a toda a hora, já que é muito fácil imaginar a sua adaptação ao cinema.
Apesar de ter adorado o livro, houve uma coisa que me irritou. E a culpa não é do autor, mas da editora. Parece que hoje em dia há a ideia que os leitores só querem livros gigantes (já que pagam uma exorbitância por eles, pensam que assim demoram mais tempo a ler). Mas quando as margens são astronómicas, ter um livro gigante só significa que vamos andar a carregar mais peso de um lado para o outro. E isso não é nada agradável. Façam-me um favor. Façam as margens normais. Além de os meus braços agradecerem, poupam árvores.